quarta-feira, 19 de março de 2008

Gastar ou não gastar.

Todo e qualquer tipo de regressão, por mínima que seja, pra mim, é atraso de vida. Só o fato do meu Corel X4 pirata não ter crakeado e expirado foi uma lástima. Voltar para o Corel 12? Que absurdo!
E eu estou me preparando psicologicamente para voltar ao XP. Oh, céus! Deixar meu lindíssimo Vista, coloridinho e organizadinho para a idade da pedra do XP.
O problema é que o Vista tem muitos 'fricotes' e muitos erros de sistema ainda (assim como o XP, com tanto tempo, ainda tem) e isso deixa tudo muito lento. É um processo, mas ultrapassaremos essa barreira, certo?
O assunto de hoje, na verdade, é dinheiro. Gastar ou juntar: eis a questão. Eu vou pelo lado capitalista. Sou consumista sim, e acho isso perfeitamente normal. Tenho medo dessas pessoas que conseguem juntar dinheiro. Dinheiro é um bicho selvagem, indomesticável, que não consegue viver preso. Quanto mais dinheiro vai, mais vem. É lei do dar e receber. Já ouviu falar que se fizer uma boa ação, de coração, terá tudo em dobro? Eu gasto de coração. Por paixão.
Não me privo dos meus pequenos luxos para ter uma montanha de dinheiro no final. E depois, quando eu tiver 35 anos e uma conta gorda, o que eu faço? Compro uma máquina do tempo e volto para viver o que eu não vivi por que eu tinha que guardar dinheiro? É sim, e você sabe que é.
E não, não me venha falar que eu posso me divertir sem dinheiro. Eu sei que isso é possível, mas tente sair de casa um dia sem um centavo no bolso, sem cigarros e sem nada, e depois venha conversar comigo. Se você falar que se divertiu, eu vou acreditar que você tem amigos bem legais que pagam pra você. Do programa básico ao superdancerockparty, você gasta. Ou $3,25 pro Carlton, ou $2 pro festival beneficiente, ou $1,75 pro ônibus, baby, você vai gastar.
O mundo é uma máquina, e seu combustível é o dinheiro.
É assim.

Meus queridos! Aproveitem o Ensino Médio, as manhãs preguiçosas na escola, os amigos que você vê todo dia e acima de tudo: aproveitem seus pais. Sua mãe, avó, tia, madrasta ou quem quer que seja não vai ficar ali pra sempre lavando a sua roupa e fazendo almoço pra você. E você não vai ter pra sempre o seu pai pra adular pra conseguir aquele dinheirinho no final de semana ou aquela coisinha que você viu na loja e era o último. Adie o sonho adolescente de sair de casa e morar sozinho porque se fizer isso uma única vez, as coisas vão mudar drasticamente. E pode voltar pra casa, por que isso não vai mudar. A partir desse ponto você rompe o hímen da adultecência, e não dá mais pra colar de volta. E, mesmo ainda se você voltar pra casa e eles não te fizerem pagar, trabalhar, estudar ou limpar a casa, será uma constante tortura psicológica sobre como você é um vagabundo e não ajuda nada em casa. E se você voltar pra casa e eles não falarem nada e deixarem tudo numa boa, corra, você tem pais alienígenas.
Mas entendam, não é tão ruim assim.
Um dia você vai acordar e se assustar com a sua responsabilidade (que seus pais juravam que não você não tinha, e você também não). Ou então você vai acordar com uma profunda dor de cabeça sobre o aluguel, que está atrasado. A pseudo-liberdade tem um gosto bom, e dizer que você faz o que quiser por que é você que paga todas as suas contas é incrível. Mas daí é uma longa escadaria que terá que subir, e como toda escadaria começa pelo primeiro degrau... Mas isso é outro assunto.

Enfim, viveremos. Com dinheiro ou sem dinheiro, com escadas ou sem, com Vista ou com XP.

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