sábado, 31 de maio de 2008
Hoje eu acordei e não gostava mais de você.
Estava ali, você, na porta do meu coração.
Do lugar onde você tinha se adaptado, se mudado, feito dali a sua casa, e
lá estava você, trancada do lado de fora por que eu tinha trocado as fechaduras.
Você não entra mais, sua chave não destranca mais.
Não te conto mais meus segredos, e você deixou de ser aquilo que eu sempre sonhei ser.
As pessoas mudam, e você não acredita.
Eu não te dou mais satisfações, eu não dou mais satisfações a ninguém.
Eu ouço as músicas que eu quero, você não me molda mais.
Eu te agradeço, mas sinto muito: dei as novas chaves para outra pessoa.
Lá vem ela, Lá vem ela!
Olhe o orgulho do tamanho do mundo.
Olhe só por um segundo,
Teremos todos pena dela.
Olhe ali, olhe ali:
(Vai) E quem quiser ensinar,
(Vai) Quem quiser escutar,
Pra você ela vai mentir
Não se faz, Não se faz...
Olha os modos, ah, menina!
Com quem quer te ajudar,
Para todos que fascina.
Volte atrás, volte atrás,
Diga tudo novamente.
Uma chance: algo mais,
Um amor, de repente.
Neve.
Ando morrendo aos poucos pelas ruas
A cada trago eu morro um pouco mais
Os dias vão passando e eu fico ali sentada
Naquele ponto de ônibus
O inverno nem chegou e a neve já começa
A cair no meu peito
Congelando as pontas dos meus dedos, do meu jeito
Parei no tempo, no vazio
Meus dentes amarelando e dentro de mim esse frio
A juventude dos meus ossos desistiu de mim
E é por isso que eu te digo enfim
O amor é como um balão que se solta da mão
Segure-se em mim e voe comigo então
Não sabe ouvir um não
Dentro do coração, onde antes não havia nenhum espaço
Falta um pedaço
Metade da laranja que virou bagaço
Por quanto tempo esperar o tempo passar?
E quanto o tempo passa, passa tanto tempo!
Dentro das voltas do relógio dou mais voltas que
Devo dar
E no meio dessas voltas,por quanto tempo ainda vou esperar?
Assinar:
Postagens (Atom)