Ingratidão. Tenho ouvido essa palavra mais do que ouço 'bom dia' ultimamente. Uma pessoa ingrata é aquela que não é grata, que não agradece por algo que lhe tenham feito. Uma namorada ingrata é aquela que não se vê feliz por ter a quem amar e, esperamos, ser amada. Uma pessoa ingrata no trabalho é aquela que não aproveita a oportunidade, que não agradece quando tem tantos outros desempregados por aí. Eu não sou ingrata.
Sempre me foi de bom grado qualquer coisinha, qualquer alegriazinha.
Eu só tenho me tornado um pouco mais... exigente.
Minhas crises de ansiedade pioraram muito essa semana. Qualquer ventinho eu transformava em uma terrível tempestade. Uma coisa que eu não posso controlar. E haja cigarros! Se eu ainda tinha pulmão, eu acabei de acabar com ele.
É essa sensação de que algo vai acontecer que me perturba. Sabe quando você é criança um dia antes do seu aniversário e não consegue dormir? Nem comer, nem andar, nem ficar sentada, sem nada.
Respiro fundo, e dá um frio na barriga. Caralho, o que pode ser?! Ansiedade, sensações, curiosidade por estar sentindo isso, descontrole completo, tente pensar em outra coisa. Inspira, respira...
É hora de pensar: o que me acalma?
.Cigarros: ok, já estamos exagerando por hoje.
.Música: lenta demais, bombante demais, muito grito, muito barulhinho, esse baixo que não para de dedilhar, esse cara acha que sabe cantar...
.Escrever: nesse momento não está funcionando.
.Ler: Harry Potter idiota, vira homem!
.Desenhar: ha-há.
Ah! Idioteque - Radiohead, isso! Sempre funciona...
Vim aqui para falar de sonhos. Eles são ou não uma extensão do que a pessoa deseja? Eles podem ou não representar alguma coisa?
Eu estou sonhando, há pelo menos três semanas com a mesma coisa. As mesmas coisas. Sonhar pra mim é normal, sempre foi.
Mas vem cá, o mesmo sonho? Não me lembro de ter acontecido isso antes. Tão reais, tão vivos, tão fortes. Acordo transpirando, com a cama molhada e com a sensação de terem jogado a minha alma de volta no corpo, celular tocando, estou atrasada.
É engraçado você sonhar com alguém e depois ver essa pessoa. Você olha pra ela, meio sem graça, pensando se ela sabe ou não que você sonhou. Ou com a sensação de que aquilo aconteceu mesmo...
Sonhar que alguém morreu e telefonar, meio preocupada, pra saber se está tudo bem mesmo.
Sonhar com pessoas estranhas, com nomes estranhos. Sonhar com uma pessoa que acha que nunca viu na vida, e quando você vai na padaria e olha pra moça que está no caixa...
Hoje é sexta-feira, e eu estou estranha.
E deixa eu ficar calada aqui e morrer de ansiedade. Esperar mais um pouco por algo acontecer que eu não faço a mínima idéia do que seja.
E sejam bons meninos, sempre.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Gastar ou não gastar.
Todo e qualquer tipo de regressão, por mínima que seja, pra mim, é atraso de vida. Só o fato do meu Corel X4 pirata não ter crakeado e expirado foi uma lástima. Voltar para o Corel 12? Que absurdo!
E eu estou me preparando psicologicamente para voltar ao XP. Oh, céus! Deixar meu lindíssimo Vista, coloridinho e organizadinho para a idade da pedra do XP.
O problema é que o Vista tem muitos 'fricotes' e muitos erros de sistema ainda (assim como o XP, com tanto tempo, ainda tem) e isso deixa tudo muito lento. É um processo, mas ultrapassaremos essa barreira, certo?
O assunto de hoje, na verdade, é dinheiro. Gastar ou juntar: eis a questão. Eu vou pelo lado capitalista. Sou consumista sim, e acho isso perfeitamente normal. Tenho medo dessas pessoas que conseguem juntar dinheiro. Dinheiro é um bicho selvagem, indomesticável, que não consegue viver preso. Quanto mais dinheiro vai, mais vem. É lei do dar e receber. Já ouviu falar que se fizer uma boa ação, de coração, terá tudo em dobro? Eu gasto de coração. Por paixão.
Não me privo dos meus pequenos luxos para ter uma montanha de dinheiro no final. E depois, quando eu tiver 35 anos e uma conta gorda, o que eu faço? Compro uma máquina do tempo e volto para viver o que eu não vivi por que eu tinha que guardar dinheiro? É sim, e você sabe que é.
E não, não me venha falar que eu posso me divertir sem dinheiro. Eu sei que isso é possível, mas tente sair de casa um dia sem um centavo no bolso, sem cigarros e sem nada, e depois venha conversar comigo. Se você falar que se divertiu, eu vou acreditar que você tem amigos bem legais que pagam pra você. Do programa básico ao superdancerockparty, você gasta. Ou $3,25 pro Carlton, ou $2 pro festival beneficiente, ou $1,75 pro ônibus, baby, você vai gastar.
O mundo é uma máquina, e seu combustível é o dinheiro.
É assim.
Meus queridos! Aproveitem o Ensino Médio, as manhãs preguiçosas na escola, os amigos que você vê todo dia e acima de tudo: aproveitem seus pais. Sua mãe, avó, tia, madrasta ou quem quer que seja não vai ficar ali pra sempre lavando a sua roupa e fazendo almoço pra você. E você não vai ter pra sempre o seu pai pra adular pra conseguir aquele dinheirinho no final de semana ou aquela coisinha que você viu na loja e era o último. Adie o sonho adolescente de sair de casa e morar sozinho porque se fizer isso uma única vez, as coisas vão mudar drasticamente. E pode voltar pra casa, por que isso não vai mudar. A partir desse ponto você rompe o hímen da adultecência, e não dá mais pra colar de volta. E, mesmo ainda se você voltar pra casa e eles não te fizerem pagar, trabalhar, estudar ou limpar a casa, será uma constante tortura psicológica sobre como você é um vagabundo e não ajuda nada em casa. E se você voltar pra casa e eles não falarem nada e deixarem tudo numa boa, corra, você tem pais alienígenas.
Mas entendam, não é tão ruim assim.
Um dia você vai acordar e se assustar com a sua responsabilidade (que seus pais juravam que não você não tinha, e você também não). Ou então você vai acordar com uma profunda dor de cabeça sobre o aluguel, que está atrasado. A pseudo-liberdade tem um gosto bom, e dizer que você faz o que quiser por que é você que paga todas as suas contas é incrível. Mas daí é uma longa escadaria que terá que subir, e como toda escadaria começa pelo primeiro degrau... Mas isso é outro assunto.
Enfim, viveremos. Com dinheiro ou sem dinheiro, com escadas ou sem, com Vista ou com XP.
E eu estou me preparando psicologicamente para voltar ao XP. Oh, céus! Deixar meu lindíssimo Vista, coloridinho e organizadinho para a idade da pedra do XP.
O problema é que o Vista tem muitos 'fricotes' e muitos erros de sistema ainda (assim como o XP, com tanto tempo, ainda tem) e isso deixa tudo muito lento. É um processo, mas ultrapassaremos essa barreira, certo?
O assunto de hoje, na verdade, é dinheiro. Gastar ou juntar: eis a questão. Eu vou pelo lado capitalista. Sou consumista sim, e acho isso perfeitamente normal. Tenho medo dessas pessoas que conseguem juntar dinheiro. Dinheiro é um bicho selvagem, indomesticável, que não consegue viver preso. Quanto mais dinheiro vai, mais vem. É lei do dar e receber. Já ouviu falar que se fizer uma boa ação, de coração, terá tudo em dobro? Eu gasto de coração. Por paixão.
Não me privo dos meus pequenos luxos para ter uma montanha de dinheiro no final. E depois, quando eu tiver 35 anos e uma conta gorda, o que eu faço? Compro uma máquina do tempo e volto para viver o que eu não vivi por que eu tinha que guardar dinheiro? É sim, e você sabe que é.
E não, não me venha falar que eu posso me divertir sem dinheiro. Eu sei que isso é possível, mas tente sair de casa um dia sem um centavo no bolso, sem cigarros e sem nada, e depois venha conversar comigo. Se você falar que se divertiu, eu vou acreditar que você tem amigos bem legais que pagam pra você. Do programa básico ao superdancerockparty, você gasta. Ou $3,25 pro Carlton, ou $2 pro festival beneficiente, ou $1,75 pro ônibus, baby, você vai gastar.
O mundo é uma máquina, e seu combustível é o dinheiro.
É assim.
Meus queridos! Aproveitem o Ensino Médio, as manhãs preguiçosas na escola, os amigos que você vê todo dia e acima de tudo: aproveitem seus pais. Sua mãe, avó, tia, madrasta ou quem quer que seja não vai ficar ali pra sempre lavando a sua roupa e fazendo almoço pra você. E você não vai ter pra sempre o seu pai pra adular pra conseguir aquele dinheirinho no final de semana ou aquela coisinha que você viu na loja e era o último. Adie o sonho adolescente de sair de casa e morar sozinho porque se fizer isso uma única vez, as coisas vão mudar drasticamente. E pode voltar pra casa, por que isso não vai mudar. A partir desse ponto você rompe o hímen da adultecência, e não dá mais pra colar de volta. E, mesmo ainda se você voltar pra casa e eles não te fizerem pagar, trabalhar, estudar ou limpar a casa, será uma constante tortura psicológica sobre como você é um vagabundo e não ajuda nada em casa. E se você voltar pra casa e eles não falarem nada e deixarem tudo numa boa, corra, você tem pais alienígenas.
Mas entendam, não é tão ruim assim.
Um dia você vai acordar e se assustar com a sua responsabilidade (que seus pais juravam que não você não tinha, e você também não). Ou então você vai acordar com uma profunda dor de cabeça sobre o aluguel, que está atrasado. A pseudo-liberdade tem um gosto bom, e dizer que você faz o que quiser por que é você que paga todas as suas contas é incrível. Mas daí é uma longa escadaria que terá que subir, e como toda escadaria começa pelo primeiro degrau... Mas isso é outro assunto.
Enfim, viveremos. Com dinheiro ou sem dinheiro, com escadas ou sem, com Vista ou com XP.
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